|
ETERNO PEDRO Professor Pedro Gama Filho, faixa-preta de judô e jiu-jitsu, era presidente da CBLA – Confederação Brasileira de Lutas Associadas, criador do Projeto Educação em diversas comunidades do Rio de Janeiro e também grande incentivador do judô nacional. Além de seu sucesso profissional, como pessoa era muito admirado e querido por todos que o cercavam – o que passa a ser muito difícil falar “sobre nosso amado Tio Pedro”. Professor Pedro para alguns, Tio Pedro para a maioria, ele tinha a capacidade de ser pai, amigo e, ao mesmo tempo, conselheiro ou uma espécie de alicerce, talvez um ponto de equilíbrio para todos da equipe Nova Geração. Em especial, para Francisco “Toco”, era um guru, a primeira pessoa a ser consultada quando havia qualquer problema. Sua presença, principalmente nos treinos da manhã, era uma alegria a mais, com suas histórias, seus combates sem hora para acabar, energia invejada por muitos. Isso sem falar de sua técnica: uma mistura de sutilezas com alavancas que só funcionavam com ele executando. “Impressionante”! Tio Pedro era uma pessoa tão querida, que mesmo suas grosserias não irritavam seus adversários. Caso fosse qualquer outra pessoa espremendo sua cabeça, imediatamente você iria reclamar “você é grosso”, revidar ou parar o treino. Mas com ele, não. Sua energia não permitia, era um prazer receber seus golpes. “Todos nós tínhamos verdadeira paixão por aquela pessoa. Dedicamos o bi-campeonato Brasileiro de equipes 2005, realizado na Universidade Gama Filho, para você Tio Pedro, ausente em corpo, mas sempre presente em alma. Rezamos muito por você naquele dia. Em nossa memória, sua imagem representa a vitória, a conquista e a batalha. Para seus discípulos, você é eterno e insubstituível. Obrigado por tudo. Um beijo de todos os seus comandados onde quer que você esteja. Tudo o que vem de seus familiares nos é importante. Todos vocês são muito bem-vindos e por qualquer um de vocês eu coloco o meu peito na frente. Um beijo a toda a família e, em especial, para minha madrinha Tia Tânia”. – emociona-se “Toco”. |
![]() |
||
![]() |
|||
![]() |
|||
|
SOBRE CARLSON GRACIE Carlson Gracie era filho de Carlos Gracie, introdutor do jiu-jitsu no Brasil, em 1917 - até então era crime de lesa pátria o ensino da técnica da luta marcial fora do Japão -, e sobrinho do lendário Hélio Gracie, maior lutador e responsável pelo ensino da arte marcial japonesa no país. Francisco Toco conheceu Carlson através de seu professor Maneco em 1987. Sua primeira impressão foi de ter chegado ao templo dos lutadores, tamanha a qualidade dos atletas. Foi recebido com muito carinho por “aquela pessoa bronca que se comunicava com gestos expressivos e movimentos de mãos e braços, porém com enorme coração”. Toco foi o único aluno de Carlson a receber a faixa preta em sua própria academia, em uma surpresa realizada por seu mestre. Hoje procura passar a seus discípulos toda a técnica e filosofia transmitida por ele. “Carlson Gracie era para mim um segundo pai. Gostava de estar perto dele. Ainda me lembro de quando o campeonato era no sábado e na quinta à noite, já nas vésperas, intimava seu aluno dizendo que ele estava inscrito. Que figura! Homenagear uma pessoa como Carlson fica difícil, pois se trata de um ícone. Ele é único, não vai existir outro igual. Saudades!” – recorda Toco. |
![]() |
||
![]() |
|||
![]() |
|||